DMITRI E FELIPPINI APRESENTAM DEFESA

Dmitri Abreu e Carlo Felippini, ex-presidente e ex-diretor financeiro do Botafogo Futebol Clube, encaminharam um documento com 65 páginas contendo prestação de contas sobre o empréstimo feito junto ao sócio na Botafogo S/A, aos conselheiros e devem protocolar junto a secretaria do Conselho Deliberativo o documento em questão para análise e conhecimento.

Embora não tenha sido feita de forma declarada, a “Prestação de Contas”, (é assim que vamos chamar daqui pra frente para não confundir com a palavra documento, já que há diversos documentos inseridos), se dá em resposta às alegações feitas por Adalberto Baptista que em entrevista ao programa Tá na Rede, da Rede Fé FM 94,9, afirmou que os R$ 700 mil haviam sido pedidos como empréstimo para saldar, dentre outros, valores em atraso do REFIS, se referindo a perda do refinanciamento de dívidas tributárias por falta de pagamento das parcelas.

O documento que foi intitulado como “Prestação de Contas” traz a cronologia dos acontecimentos desde o segundo semestre do ano de 2019, oportunidade em que, além de parcelas atrasadas ainda havia pendência da quitação de duas parcelas extras no valor de R$ 200 mil que faziam parte do acordo com a juíza do trabalho na programação de pagamentos do exercício 2019.

A “Prestação de Contas” traz inúmeros documentos oficiais com despachos da juíza Dra. Amanda Barbosa, além de comunicações internas entre poderes, executivo e deliberativo do BFC. Em nenhum dos documentos constantes há qualquer menção ao REFIS, apenas Ato Trabalhista e honorários advocatícios, além de uma menção sobre acordos extra judiciais.

Na conclusão, já na parte final da “Prestação de Contas”, foi feito uma espécie de resumo com 13 itens destacados, citando em cada um deles os documentos anexados.

Embora não haja em nenhum momento a discriminação dos montantes pagos com os R$ 700 mil, ou seja, valor de parcelas atrasadas, valor de parcelas extras, valor de honorários advocatícios e em favor de quem, etc… um dos itens traz a informação de que o dinheiro não passou pelo BFC. Foi integralmente depositado em conta judicial, conforme segue o item 12 que versa sobre o destino do valor integral:

“Tal Confissão foi homologada judicialmente. sendo que os depósitos realizados pelo terceiro interessado (Sócio TREXX- SPORTS PARTICIPAÇÕES LTDA) foram diretamente remetidos para uma conta judicial controlada pelo Juízo Trabalhista. Portanto, os valores confessados NUNCA FORAM REPASSADOS OU DEPOSITADOS DIRETAMENTE EM FAVOR DO BFC E NUNCA FORAM NEGOCIADOS PARA PAGAMENTO DO REFIS DE TRIBUTOS FEDERAIS”

Procurado para confrontar as informações, Adalberto Baptista assegurou que os R$ 700 mil não foram depositados integralmente em conta judicial:

— Não é verdade que o todo o dinheiro foi depositado em conta judicial. Tanto não é verdade que os próprios Dmitri e Carlo Felippini pediram para depositar cerca de R$ 50 mil em outra conta para quitar honorários advocatícios que nada tinham a ver com o contrato em questão — afirmou o presidente do Conselho de Administração da S/A.

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