A “REAL” SOBRE MURILO HENRIQUE

O Botafogo terá pela frente uma missão bem delicada, reter o atleta que recebeu proposta tentadora, ou angariar quantia financeira para o clube.

Murilo Henrique chamou a atenção do mercado pelo bom futebol apresentado, principalmente durante a disputa da série B do brasileiro pelo Botafogo FC. O Corinthians chegou a especular o atleta, mas a troca de treinadores no clube fez com que as conversas não evoluíssem.

Os bastidores botafoguenses ficaram agitados nesta terça-feira (21) quando a notícia de que o atleta havia recebido proposta tentadora e nem iria treinar com o grupo, como de fato aconteceu.

A questão é que o atleta tem contrato com o Botafogo até dezembro de 2020, emprestado pelo linense que detém seus direitos federativos e econômicos, sendo assim não basta só o clube detentor querer negocia-lo, muito menos o atleta decidir que vai embora. existe um contrato em vigência, direitos e obrigações reciprocas, o que torna a coisa um pouco mais complexa.

Salários em dia, premiações pagas, FGTS recolhidos rigorosamente, ótimo ambiente de trabalho, enfim… tudo o que um clube tem a obrigação de oferecer a seus atletas, o Botafogo cumpre com absoluta correção.

O dilema agora é, se o clube “bater o pé” e obrigar o atleta cumprir o contrato, o jogador vai ficar triste e desmotivado, pois os benefícios que receberia no outro clube certamente são maiores do que os atuais, do contrário não haveria o desejo de ir.

A experiência no futebol diz que nestas circunstâncias a parte emocional do atleta é afetada, no jargão futebolístico, “a cabeça já não está mais no clube atual”. Isso pode desencadear várias sequelas, como por exemplo sucessivas contusões reais causadas pelo emocional. Depressão é outro sintoma corriqueiro e para resumir, o clube vai “rasgar dinheiro” tendo que pagar os salários até o fim do contrato sem conseguir utilizar o atleta com sua performance total.

A outra opção é negociar uma boa indenização em dinheiro para, de certa forma, compensar a perda. Lembrando que Murilo Henrique, se não é o melhor jogador do elenco, é certamente um dos…

A situação vai exigir muita habilidade da diretoria de futebol, pois a circunstância é irreversível. O clube perdeu o atleta, ou de fato, ou de direito. Se obriga-lo a cumprir o contrato, perde o potencial do jogador em ajudar o time dentro de campo, se libera-lo sem ônus, perde a oportunidade de pelo menos lucrar algo com a situação que já está estabelecida.

Que as cabeças de Gustavo Vieira e Léo Franco sejam felizes ao tomar a decisão que definirá se o Botafogo sofrerá ou ganhará com o desfecho.

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