Condé pagou o pato, mas ele é o menos culpado

Condé pagou o pato, mas ele é o menos culpado pela vexatória campanha do Botafogo em seu 11º Paulistão consecutivo.

O técnico Léo Condé não é mais o comandante do Botafogo. O treinador foi comunicado logo após a derrota para o Red Bull por 3×1, na noite desta sexta-feira (15), em Campinas. O treinador acumulou 5 derrotas em 7 jogos, com um empate e uma vitória.

Condé foi demitido pela campanha, porém há que se fazer justiça em apontar os verdadeiros responsáveis pela péssima campanha, os diretores de futebol Léo Franco e Gustavo Vieira de Oliveira que montaram um time com bons nomes, porém sem checar as condições físicas dos atletas que se apresentaram em janeiro, completamente fora de forma e um deles com lesão pré existente.

O treinador pediu a permanência de uma base do elenco que conquistou o acesso para a série b do brasileiro, que lhe foi negada. Atletas que já haviam disputado o paulistão de 2018 no próprio Botafogo não tiveram seus contratos renovados porque Léo Franco e Gustavo Vieira decidiram que não deveriam ficar. Marcos Martins, Peri, Yuri, Felipe Augusto e Caio Dantas foram pedidos pelo treinador, além de outros três que a diretoria resolveu atender, Plínio, Lucas Mendes e Pimentinha.

O meia Nadson estava contundido no Paraná Clube, a diretoria sabia, mas mesmo sabendo que não haveria tempo hábil de recuperar o atleta para o início do paulistão, optou em contrata-lo. Nadson jogou sua primeira partida como titular contra o Red Bull, na 7ª rodada. O atacante Rafael Costa chegou muito acima do peso, Wellington Bruno sofreu uma sequência de lesões e até agora não conseguiu jogar sequer um jogo inteiro.

Soma-se a tudo isso, perdas de atletas que estavam praticamente contratados pela insistência de economizar algumas migalhas em nome de profissionalismo para administrar o orçamento… balela, pois deixaram de pagar o que pediu Caio Dantas e recentemente foram buscar um garoto de 21 anos na Ponte Preta ganhando mais do havia pedido o centroavante autor do gol do acesso para a série B e de outros tantos que o fizeram o vice-artilheiro da série C 2018.

O lateral esquerdo Jeferson que está no goiás, marcou um dos gols recentes na Copa do Brasil, havia pedido um valor de salário e Léo franco insistiu que pagaria no máximo, dois mil a menos e por isso o atleta não veio. O zagueiro Alemão estava acertado com o Botafogo, por causa de uma diferença pequena de salário, preferiu ir para o Figueirense. O meia Osman e o lateral Rafael carioca, ambos atualmente no Red Bull também estavam prontos para vir Ribeirão, mas adivinhem? A diretoria de futebol conseguiu perde-los também. Resumindo, por causa de uma diferença de cerca de 35 mil reais na folha mensal, o Botafogo não trouxe vários atletas de bom nível que estão jogando muito bem em outros times.

A diretoria de futebol é remunerada, e muito bem. Não é salário de funcionário, é de diretor… dezenas de milhares de reais para executar um trabalho de péssima qualidade que pode levar o time ao rebaixamento para a série A2 do paulista, causando um prejuízo de pelo menos R$ 5 milhões de reais.

Mandaram o treinador embora porque é mais fácil, mas deveriam ter a capacidade de demitir sumariamente os verdadeiros responsáveis pela tragédia anunciada.

A diretoria agora busca um outro nome para substituir o treinador. Gilson kleina, Eduardo Baptista e Lisca Doido são nomes especulados por torcedores e imprensa, mas até o fechamento desta matéria, nenhum deles foi confirmado e nem negado pela diretoria.

Boa sorte ao Condé. Bom treinador e excelente caráter, tanto que se manteve equilibrado até o final, sem nunca ter exposto o que deve pensar de verdade sobre o que fizeram com ele.

Foto: Raul Ramos/Agência Botafogo

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