Duas portas para o torcedor botafoguense

Duas portas para o torcedor botafoguense, uma larga e outra estreita.

O torcedor botafoguense está aflito com a assombração do rebaixamento para a série A2 do campeonato paulista. A situação é real e iminente, porém ainda não está consolidada. O que fazer nesse momento? Como pensar e agir? Estas são dúvidas que atormentam a cabeça dos tricolores, talvez o momento seja de reflexão.

Os erros ocorreram, alguns persistem, mas infelizmente não há uma varinha de condão que faça com que as coisas mudem do dia para a noite. A permanência no Paulistão depende agora dos atletas e comissão técnica que aí estão, são eles que vão tirar o time desta situação, ou arcar com as consequências de seus atos, manchando suas carreiras e deixando como herança para o clube o amargor da segunda divisão estadual.

Os erros

O quadro é nítido e não é de hoje… desde dezembro de 2018 os alertas estão sendo feitos sobre a montagem equivocada do elenco. Demora para contratar, perda de bons atletas por diferença de 2 ou 3 mil reais entre pedida de salário e oferta do clube, chegada de atletas contundidos, fora de forma e acima do peso. O não mantenimento de uma base para o treinador iniciar o trabalho até que os novos reforços estivessem em condições de jogar, entre outros erros internos. A falta de humildade dos diretores de futebol não permite que enxerguem, Léo Franco negou que tenha errado em entrevista recente.

O que fazer?

O quadro é terrível, lamentável, mas só ficar remoendo os erros e criticando nas redes sociais não vão trazer nenhuma solução. O torcedor botafoguense tem agora dois caminhos para seguir, duas portas para entrar, uma extremamente larga e outra igualmente estreita.

A porta larga é a mais fácil e confortável para se atravessar, basta ficar nas redes sociais, xingando, criticando, exigindo, desabafando e angariando o ódio dos que pensam da mesma forma.

A porta estreita é difícil, exige habilidade e esforço para atravessa-la, pois demanda apoio e resignação nesse momento, além da consciência que o que está ruim pode piorar. Apoiar o time em campo, se organizar em comitivas pedindo reunião com os diretores de futebol, Gustavo Oliveira e Léo Franco para uma conversa civilizada, empenhando apoio ao time, mas pedindo medidas emergenciais de conscientização dos atletas e comissão técnica de que a única saída é a superação dentro de campo para conseguir as duas vitórias e um empate que faltam para se garantir na competição do ano que vem, pode funcionar melhor do que exigir a demissão sumária de quem quer que seja neste momento.

A escolha agora é por conta dos botafoguenses, a porta larga tem mais chances de piorar as coisas do que melhorar. A porta estreita, ao contrário, tem mais chances de ajudar do que atrapalhar, porém a decisão cabe a cada um.

Uma corrente positiva com objetivos claros pode ajudar a criar um ambiente favorável para a tão sonhada reação, mas também é preciso deixar nítida a insatisfação com quem está comprometendo o futebol do clube, para que não sejam repetidos os erros para a série B do campeonato brasileiro.

O estrago está feito, nada do que se disser agora vai fazer com que o tempo volte, mas tudo o que se fizer agora pode determinar o curso dos acontecimentos e conspirar para a salvação do time na elite do Paulistão.

Cabe a torcida fazer o seu papel agora! Cabe a imprensa apurar tudo o que aconteceu de errado e cobrar as mudanças necessárias no departamento de futebol para o pós paulistão e cabe aos “donos” do Botafogo S/A um pouquinho só de humildade para ouvir as criticas, as sugestões de soluções e agir, não de acordo com seus próprios interesses ou ego, mas sim para o bem comum de um clube que ainda não é propriedade particular de nenhum empresário, mas sim pertencente a um povo operário que construiu sua história ao longo dos 100 últimos anos.

Comente à vontade, este espaço é seu! Só lembre-se de ser respeitoso para com quem pensa diferente.

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