Michel Renner e PH voltam ao Comercial FC

Michel Renner e PH voltam ao Comercial FC e serão reintegrados ao elenco para a sequência do paulista da segunda divisão.

Michel Renner e PH voltam ao Comercial FC e serão reintegrados ao elenco para a sequência do paulista da segunda divisão

Os atacantes Michel Renner e PH retornam ao Brasil no próximo dia 02 de agosto e serão reintegrados ao elenco comercialino. Uma falha operacional da Confederação Coreana de Futebol fez com que os atletas não pudessem ser inscritos. A janela asiática fechou no último dia 28/07.

O caso

Michel Renner e PH do Comercial FC, além de Matheus Totô do São José de Porto Alegre não foram inscritos para a K League, competição nacional da Coreia do Sul. Os atletas foram emprestados ao Busan FC, assinaram contrato, obtiveram visto de trabalho e passaram a realizar a pré temporada junto ao elenco coreano, porém questões burocráticas impediram que todos fossem registrados para a competição.

Falha operacional

A KSA, (Associação Coreana de Futebol) ainda carece de estrutura internacional para atuar no mercado do futebol. A KSA solicitou junto a CBF a emissão d0 ITC (International Transfer Certificate, que é um certificado de transferência internacional), mas a entidade maior do futebol brasileiro não pode emitir mais este certificado, pois a FIFA passou a exigir que todas as transferências internacionais fossem realizadas através de uma plataforma digital, a TMS (Transfer Matching System).

Ocorre que a KSA não é habilitada para operar o TMS. Inúmeras tentativas foram feitas pelo corpo jurídico coreano e brasileiro em cooperação. Advogados da CBF, dos representantes dos atletas e do Comercial FC trabalharam muito, porém sem sucesso para encontrar alternativa que permitisse a inscrição dos atletas. Até o Help Desk do sistema TMS foi acionado, mas foram categóricos em afirmar que não é mais possível realizar transferências internacionais, a não ser através do TMS.

Consequências

Michel Renner e PH, que tem contrato com o Comercial até 2020, serão repatriados e voltam a defender o clube normalmente na segunda divisão, pois como não foram inscritos na Coreia, permanecem no BID da CBF e registrados na FPF, inclusive com plenas condições de jogo, assim como eram antes da viagem para a Coreia do Sul. Legalmente não houve qualquer alteração de situação, juridicamente é como se estivessem no Brasil disputando normalmente a competição da FPF.

O que é TMS?

O Transfer Matching System (TMS) foi instituído pela FIFA com o objetivo de garantir que as autoridades do futebol tenham maiores informações sobre todas as transferências internacionais, aumentando a transparência sobre cada transação, mantendo por sua vez a credibilidade de todo o sistema de transferências de jogadores.

Tentando evitar a corrupção e a lavagem de dinheiro, a entidade passou a exigir o registro pela internet dos jogadores transferidos internacionalmente. Os clubes se registram em uma rede onde devem colocar os detalhes de qualquer transferência internacional e apresentar comprovantes de pagamento, identidade dos representantes envolvidos e outros documentos para verificar quem é o novo clube empregador do atleta.

O sistema possui diversas vantagens. O clube passa a ser o responsável pela transferência, que pode ser facilmente concretizada em cerca de 10 minutos quando os 2 clubes envolvidos utilizarem o TMS. Esse programa acaba com o problema das transferências de última hora, onde em determinadas situações a não transmissão de documento via fax na data limite da janela de transferência poderia barrar uma negociação que estava praticamente concluída.

Importante salientar que a FIFA e as associações nacionais (a CBF, por exemplo) podem inspecionar os documentos relativos à transferência com apenas um clique no computador. No sistema anterior, vários papéis eram transmitidos via fax o que aumentava a burocracia e demandava um maior tempo para analisar a licitude da transferência.

O Regulamento de Transferências da FIFA, em seu anexo 3, estabelece as condições sobre a utilização do TMS, impondo obrigações aos clubes e associações nacionais.

O não cumprimento das obrigações impostas pelo referido Regulamento podem caracterizar infração dos clubes e associações nacionais, tendo um impacto negativo imediato sobre os clubes envolvidos na transferência internacional de um jogador profissional e até mesmo no mercado internacional de transferências como um todo.

Foto: Reprodução Facebook

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